Angola realiza revisão e validação dos dados sobre Doenças Tropicais Negligenciáveis

Luanda, 8 de Outubro de 2019 – O Ministério da Saúde de Angola com o apoio técnico da OMS, realizou em Luanda, o processo de revisão e validação dos dados sobre DTNs que recorrem a quimioterapia preventiva, designadamente a filaríase linfática (FL), oncocercose (Onco), schistosomíase (SCH), geohelmintíases ou Helmintes transmitidas pelo Solo (HTS) e tracoma.

Estas doenças, consideradas endémicas em Angola, podem ser encontradas em todo o território nacional e segundo a OMS, constituem uma preocupação de saúde pública mundial tendo em conta os impactos negativos que exercem sobre a saúde das populações, em particular na vida social, produtividade, desenvolvimento deficitário na infância, assim como na perpetuação do ciclo de pobreza.
Para garantir a actualização e revisão dos dados, e determinar as áreas elegíveis a quimioterapia preventiva ou tratamento em massa de medicamentos anti-helmínticos; técnicos do Programa Nacional de controlo das Doenças Tropicais Negligenciáveis (DTNs), sob orientação de especialistas da OMS apreenderam durante 15 dias, técnicas de manuseio da base de dados integrada sobre as doenças tropicais negligenciadas e procederam a operacionalização da base de dados do país no repositório global sobre as DTNs.
Segundo a Representante da OMS em Angola em Exercício, Dra. Fernanda Alves, a revisão e validação dos dados sobre as DTNs permitirá ao país identificar com propriedade a magnitude das doenças negligenciadas, monitorar os esforços realizados, bem como determinar as acções necessárias para atingir o controlo e eliminação das DTNs em Angola.
“Felicitamos Angola por esta realização e fazemos votos que o Ministério da Saúde experimente e expanda a base de dados em todo o país, para assegurar a recolha e o tratamento de dados a nível nacional e garantir a prevenção, tratamento e eliminação das DTNs”.
Para o controlo, eliminação e erradicação das DTNs e o alcance da cobertura universal sanitária, a OMS apoia o Governo na implementação das estratégias de combate as DTNs, nomeadamente a quimioterapia preventiva, manejo intensificado de casos de DTNs, luta antivectorial e contra os hospedeiros intermediários, garantia de água sem risco para a saúde, saneamento e higiene, e saúde pública veterinária na interface humano-animal.
As DTNs afectam cerca de 1,5 bilhões de pessoas no mundo, 39% das quais no continente africano onde mais de 600 milhões de vítimas necessitam de tratamento. As DTNs afectam sobretudo as pessoas em zonas vulneráveis, causando enfermidades, sofrimento, incapacidades e até mortes, com graves consequências a nível social, económico e psicológico.

Técnicos das DTN trabalhando na base de dados de Angola
Técnicos das DTN trabalhando na base de dados de Angola
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oficial das DTNs da OMS mobilizando os alunos na escola
Oficial das DTNs da OMS mobilizando os alunos na escola

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para informação adicional, por favor contactar:
Olívio Gambo, Oficial de Comunicação da OMS em Angola, Tel: +244 923 61 48 57,

Email: gamboo [at] who.int

 

Funcionários da OMS na comunidade ouvindo a população local
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