Foi oficialmente lançada hoje, no município de Belas, a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, uma iniciativa que visa proteger mais de 9 milhões de crianças menores de 5 anos em todo o país.
A campanha decorre de 26 a 28 de Março de 2026 e mobiliza equipas de vacinação em todo o território nacional, com o objectivo de interromper a transmissão do vírus da poliomielite em Angola.
A poliomielite é uma doença altamente infecciosa que pode causar paralisia permanente, afectando sobretudo crianças menores de 5 anos. Apesar dos progressos alcançados, o vírus continua a circular em algumas áreas do país e em países vizinhos, como a Namíbia e a República Democrática do Congo, aumentando o risco de novos casos.
Durante o lançamento, as autoridades sanitárias reforçaram a necessidade de uma acção conjunta. ''A situação atual exige uma resposta rápida, coordenada e eficaz da parte de todos nós'', afirmou o Secretário de Estado da Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também saudou os esforços contínuos de Angola no combate à poliomielite. ''Angola já demonstrou a sua capacidade e determinação para controlar a poliomielite. Com um compromisso sustentado, o país pode interromper a transmissão e proteger todas as crianças'', afirmou o Dr. Indrajit Hazarika, Representante da OMS em Angola.
A campanha envolve autoridades nacionais e locais, profissionais de saúde, parceiros de desenvolvimento e comunidades num esforço coordenado para chegar a todas as crianças elegíveis. Durante os três dias, equipas de vacinação estarão presentes nas comunidades, realizando visitas porta-a-porta e em pontos fixos, para assegurar que todas as crianças menores de 5 anos recebam as duas gotas da vacina oral contra a pólio.
A OMS, em colaboração com o UNICEF e todos os parceiros da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio (GPEI), continua a apoiar o Governo de Angola no reforço da vigilância epidemiológica, na expansão do acesso à vacinação e na mobilização comunitária.
Eliminar a pólio é um objectivo ao alcance de Angola, mas depende de um compromisso colectivo. Proteger cada criança é proteger o futuro do país.



