Capítulo 1

Contextualização: as forças que reformulam a saúde na Região Africana

Relatório do Director Regional · Capítulo 1

No início do período em apreço, de 1 de Julho de 2025 a 30 de Junho de 2026, a Região Africana da OMS suportou cerca de um quinto do fardo mundial das doenças, apesar de representar apenas cerca de um sétimo da população do planeta (1). Nos 12 meses seguintes, quase todos os pressupostos externos que tinham sustentado a resposta sanitária na Região nas duas décadas anteriores foram imediatamente renegociados: a ajuda ao desenvolvimento sofreu uma forte contracção, houve emergências concomitantes e as regras que regem o sistema mundial de saúde foram reescritas em tempo real.

Este capítulo faz a contextualização para todo o relatório. O cenário de 12 meses pode ser visualizado como uma única cadeia de acontecimentos colocada em movimento por forças externas que colidiram com os sistemas de saúde, que por sua vez responderam da melhor forma possível e absorveram os choques resultantes, com variações entre países e programas. A Região foi exortada a dar uma resposta consolidada a um fardo crescente de doenças, a fazer face às desigualdades persistentes, a gerir emergências recorrentes e a resistir a um choque financeiro. O presente relatório demonstra como o sector da saúde se adaptou com o apoio da OMS e dos seus parceiros. Os cuidados de saúde primários (CSP) são o princípio organizador que percorre toda a cadeia, a base sobre a qual os serviços são planeados, financiados, regidos

O período em apreço foi também o primeiro ano completo do Décimo Quarto Programa Geral de Trabalho (PGT14), a estratégia mundial da OMS para 2025 a 2028, e o primeiro do mandato do Dr. Mohamed Yakub Janabi como Director Regional. A resposta na Região foi dinâmica: prestou serviços essenciais ao longo da maior contracção de financiamento de uma geração, ao mesmo tempo que reconstruiu a sua própria instituição para torná-la mais próxima das pessoas que serve. Este esforço está longe de estar terminado - para o consolidar, será necessário um investimento e parcerias sustentados. Este capítulo estabelece o panorama no qual os resultados, as reformas e o reposicionamento da Região devem ser interpretados.

01Cinco forças, um choque

Nenhum sistema de saúde funciona independentemente do mundo que o rodeia. Cinco famílias de forças externas (social, tecnológica, económica, ambiental e política: o quadro STEEP) traçaram o ambiente operacional para cada resultado no presente relatório (2). Nenhuma destas forças externas tem origem no sector da saúde, e todas foram exercidas durante o período em apreço. Cada uma é avaliada em função do seu efeito no sector da saúde em geral e no sector da saúde na Região Africana em particular.

Factores sociais: uma população jovem, urbanizada e cada vez mais deslocada. A população africana ultrapassou os 1,5 mil milhões em 2024, prevendo-se que se aproxime dos 2,5 mil milhões até 2050. Cerca de 60% da população na Região Africana da OMS tem idade inferior a 25 anos (3). Esta é a maior oportunidade demográfica do século, com efeitos duplos no sector da saúde. O primeiro é a elevada procura sustentada de serviços de saúde reprodutiva, materna, neonatal, infantil e dos adolescentes (SRMNIA), juntamente com um fardo crescente de doenças não transmissíveis (DNT) nos adultos do mesmo agregado familiar. O segundo é uma oportunidade, porque uma população jovem e subempregada faz do sector da saúde um dos motores mais credíveis de trabalho digno no continente. Prevêse que as populações urbanas da Região dupliquem de cerca de 700 milhões para os 1,4 mil milhões até 2050, absorvendo a maior parte desse crescimento (4); a urbanização concentra ambos os riscos – com surtos a amplificarem-se em aglomerados populacionais densos e informais sem água e saneamento adequados – e oportunidades, uma vez que a densidade reduz o custo unitário de chegar às pessoas. A deslocação forçada atingiu níveis recorde, aumentando 48% desde 2020, com 12,7 milhões de pessoas deslocadas à força ou apátridas, só na África Ocidental e Central. As mulheres e as crianças representam aproximadamente 80% das pessoas deslocadas (5).

Impacto no sector da saúde: a procura aumenta de forma mais rápida precisamente onde os sistemas são mais fracos, aumentando as lacunas em termos de cobertura e utilização da equidade e colocando o novo fardo mais pesado nos serviços de SRMNIA e nos cuidados em contextos de fragilidade e afectados por conflitos.

Factores tecnológicos: uma transição de dados e da fabricação que poderia alargar ou reduzir a lacuna. As ferramentas digitais, os sistemas de dados e a inteligência artificial (IA) mudaram o que os sistemas de saúde podem ver e a rapidez com que podem agir. Este ano, a mudança foi incorporada na prática regional de rotina, sob a forma de um painel regional de saúde mental com recurso à IA; um sistema de Intercâmbio de Dados sobre a Preparação que liga os dados sobre perigos, a preparação e os sistemas de saúde; a recolha de informações epidémicas de fontes abertas em 44 Estados-Membros; e painéis distritais em tempo real para orientar as campanhas de vacinação. A Região produz actualmente menos de 1% das vacinas que utiliza; a União Africana estabeleceu uma meta de 60% de vacinas produzidas localmente até 2040 (6). Além disso, apenas cerca de 38% da população africana usou a Internet em 2024, a taxa mais baixa de qualquer Região e o maior fosso existente entre as zonas urbanas e o meio rural (7).

Impacto no sector da saúde: a tecnologia está a tornarse um determinante fundamental do desempenho do sistema de saúde e uma via para a soberania; no entanto, sem um investimento deliberado no acesso, na interoperabilidade e na governação dos dados, estas ferramentas correm o risco de ampliar as desigualdades em vez de reduzi-las.

Factores económicos: uma redefinição estrutural do financiamento da saúde. O panorama de financiamento mudou simultaneamente em três frentes. A ajuda ao desenvolvimento para a saúde sofreu uma contracção de, aproximadamente, 21% entre 2024 e 2025, que se deveu, principalmente, à queda de cerca de 67% nas contribuições do maior doador bilateral. Este corte afectou mais fortemente a África Subsariana: a ajuda caiu cerca de um quarto (8). Os programas bilaterais que tinham apoiado partes significativas da resposta ao controlo de doenças foram suprimidos ou reestruturados. O programa Acelerar o Controlo Sustentável e a Eliminação das Doenças Tropicais Negligenciadas (ASCEND) do Reino Unido foi encerrado precocemente, e o congelamento por parte dos Estados Unidos do financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) destinado os programas AGIR para Acabar com as Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN) afectou um financiamento estimado em 170 milhões de dólares em 16 Estados-Membros. Ao mesmo tempo, as plataformas multilaterais recalibraram as suas actividades, com o plano estratégico GAVI 6.0 da GAVI, a Aliança para as Vacinas e a Oitava Renovação do Fundo Mundial de Luta contra a SIDA, Tuberculose e Paludismo a fecharem abaixo da meta (9). Isto tem um efeito maior do que choques anteriores pelas seguintes razões. Em primeiro lugar, cerca de um quarto da despesa com a saúde, em média, na Região é proveniente de fontes externas de financiamento. Em segundo lugar, cinco Estados

02Entraves internos à prestação eficaz de serviços

As forças externas caíram sobre os sistemas de saúde cujas capacidades inerentes determinaram quanto conseguiam absorver em termos de danos e o quanto de progressos ainda poderiam produzir. É tentador fazer uma distinção artificial entre o baixo índice de abrangência de serviços da cobertura universal de saúde (CUS) da Região (51, face a uma média mundial de 71) e as suas despesas governamentais com a saúde, que são inferiores a metade da meta definida em Abuja. É mais adequado interpretar estes dados como duas expressões de uma única lacuna de capacidade no financiamento e na concretização de medidas. Quatro capacidades transversais determinam o desempenho: acesso, qualidade dos cuidados, procura de serviços e resiliência a choques. Estas capacidades baseiam-se em seis pilares, que foram testados durante o ano. Os dados factuais para cada um são apresentados em baixo.

Força de trabalho. A Região tem aproximadamente 46% dos profissionais de saúde de que a sua população precisa e prevê-se que enfrente uma escassez baseada nas necessidades de cerca de 6,1 milhões de profissionais de saúde até 2030. Este défice pode agravar-se para 6,4 a 6,6 milhões devido aos cortes de financiamento se a capacidade de absorção de novos formandos diminuir, uma vez que a capacidade de

Financiamento e protecção financeira. Acima da média de 7,3%, despesas públicas com a saúde abaixo da meta de 15% estabelecida pela Declaração de Abuja, os pagamentos directos representam aproximadamente 15 por cada 36 dólares gastos em saúde e ultrapassam o limiar de 100% de dificuldades financeiras em 35 EstadosMembros (10). No presente relatório, o financiamento é tratado não apenas como um constrangimento, mas também como o principal motor da reforma (ver 5 e 6).

Governação e estrutura. Neste contexto, a governação é entendida como tutela; a capacidade dos ministérios da saúde para definir prioridades, direccionar todos os recursos (públicos, privados e externos) para essas prioridades e prestar contas pelos resultados, e não apenas a reforma organizativa. O ano em apreço revelou tanto a lacuna (planeamento fragmentado e orientado pelos doadores) como a dinâmica (uma vaga de legislação acerca de impostos sobre a saúde e a elevação da saúde para o nível dos Chefes de Estado).

03Impactos diferenciados e programas bem-sucedidos

Quando as forças externas e internas são analisadas, ressalta claramente a severidade do impacto combinado dos acontecimentos que ocorreram durante o ano transcorrido, se bem que de forma marcadamente desigual. A Região não foi afectada de forma uniforme; a análise abaixo apresenta esse efeito ordenado por país, país(es) limitrofe(s), respectiva sub-região e Região e em função do contexto mundial. Os critérios utilizados estão explicitamente indicados.

O país e seus vizinhos. O maior impacto combinado abateu-se nos Estados-Membros onde se sobrepõem as três exposições seguintes: elevada dependência do financiamento externo na saúde; conflitos prolongados ou deslocamento de populações; e um elevado peso do paludismo e do VIH. Nessa base, o grupo mais duramente atingido concentra-se nos contextos frágeis e afectados por conflitos do Sahel e da Bacia do Lago Chade e nos contextos da África Central e da África Oriental que sofreram crises prolongadas, onde a deslocação populacional e a insegurança agudizaram o abalo financeiro; e também nas economias onde há uma elevada prevalência de VIH na África Oriental e na África Austral, que receberam os maiores volumes da assistência externa destinada à saúde, agora retirada. Aproximadamente três quartos dessa ajuda destinouse a dez Estados-Membros, todos exceptuando um na África Oriental e na África Austral (10). A exposição foi menor nas economias de rendimento médio-alto e nas pequenas economias insulares da Região, onde o financiamento externo representa uma pequena parcela da despesa em saúde e os sistemas internos conseguem substituir-se a ela. Esta secção não classifica os Estados-Membros individualmente: os critérios são indicados para que cada ministro possa localizar o seu próprio país dentro do modelo padronizado. A distribuição sub-regional é apresentada no Quadro 1.

As sub-regiões e a Região. Ao nível sub-regional, os condicionalismos diferem. A dependência financeira e a exposição ao VIH dominam na África Oriental e na África Austral; os conflitos, os deslocamentos de populações e a escassez de força de trabalho dominam na África Central e no Sahel; e a insegurança alimentar e a cólera causadas pelo clima dominam por todo o Sahel e no Corno de África. Ao nível regional, a transferência foi consistente: a retirada do financiamento externo afectou os serviços através dos programas que recebiam mais

Quem fica para trás. Em cada sub-região, o embate foi maior em relação às mesmas populações: mulheres e crianças, que representam cerca de 80% das pessoas deslocadas (5); crianças nos distritos mais pobres e remotos, onde se concentra um quadro de vacinação inexistente ou insuficiente, a chamada dose zero; raparigas adolescentes e mulheres jovens, desproporcionalmente portadoras de novas infecções por VIH ; pessoas que vivem com DNT e doenças mentais, para as quais a cobertura era mais baixa antes do início da contracção; e os próprios profissionais de saúde, nos contextos em que os cargos ficaram por preencher. Algo que a Região ainda não consegue reportar de uma forma sistemática. Existem demasiado poucos indicadores principais que permitam uma desagregação por sexo, idade, deficiência ou local, tanto que colmatar essa lacuna é uma prioridade abordada nos Capítulos 2 a 4.

O quadro mundial. Confrontando com o resto do mundo, a Região assimilou o maior corte regional na ajuda ao desenvolvimento para a saúde, suportando ao mesmo tempo o mais elevado fardo de paludismo e de novas infecções por VIH. Esta é a ilustração tão clara quanto possível para explicar a importância do investimento sustentado e crescentemente interno.

Quadro 1 Onde as forças do ano se fizeram sentir com mais intensidade, por sub-região (7)

África do Norte 1

África Ocidental 12 Financiamento; paludismo 1 2 Paludismo, VIH, SRMNIA, DTN, vacinação

Sahel e Bacia do Lago Chade 5

África Central 8

África Oriental 12

África Austral 9 Financiamento (VIH); clima 1 1 VIH, tuberculose, SRMNIA e paludismo

Região 47 12 11

Ruanda: Acesso aos cuidados de saúde primários para reforçar a Cobertura Universal de Saúde, Novembro de 2022©OMS / Isaac Rudakubana
Quadro 1 Onde as forças do ano se fizeram sentir com mais intensidade, por sub-região (6 subregions)
Sub-regiãoEstados-MembrosPrincipais forças mais sentidasContextos frágeis e afectados por crisesPaíses onde o fardo de paludismo é levadoProgramas mais expostos
África do Norte1Fraca dependência de financiamento externo na saúde00Exposição limitada; predomina o financiamento interno
África Ocidental12Financiamento; paludismo12Paludismo, VIH, SRMNIA, DTN, vacinação
Sahel e Bacia do Lago Chade5Conflitos e deslocamentos; financiamento; clima; paludismo43Paludismo, vacinação, SRMNIA, nutrição, operações de emergência
África Central8Conflict and displacement; financing; malaria33VIH, paludismo, vacinação, SRMNIA, operações de emergência
África Oriental12Financiamento; conflitos e deslocações; clima32VIH, SRMNIA, paludismo, vacinação, nutrição
África Austral9Financiamento (VIH); clima11VIH, tuberculose, SRMNIA e paludismo
Região47 1211 

Critérios: as principais forças e a exposição dos programas apresentadas constituem uma síntese analítica baseada na dependência do financiamento externo na saúde (10), na situação do elevado peso do paludismo (20) e em contextos reconhecidos de crise prolongada e de deslocamento (ACNUR e OCHA). As contagens relativas a contextos frágeis e afectados por crises, bem como de países com elevado peso do paludismo decorrem dessas fontes. Os Estados-Membros individualmente não são classificados relativamente à exposição ao financiamento. Os agrupamentos sub-regionais seguem as convenções do Escritório Regional da OMS para a África; os Estados insulares são contabilizados no seio da sua sub-região geográfica.

04Como resistiu a Região e aonde não conseguiu

A Região adaptou-se para atender a esse ambiente, e essa adaptação é a razão pela qual os capítulos sobre resultados conseguem comunicar progressos em todos. Quatro mecanismos foram responsáveis pela maior parte dessa resiliência.

Primeiro, direccionar. Os países utilizaram dados de rotina para redireccionar recursos escassos para os distritos prioritários (através de painéis de controlo em tempo real que orientam a vacinação e as respostas ao paludismo, assim como as abordagens Big Catchup - a Grande Repescagem - e precisão-eliminação), permitindo destacar menos recursos, mas com maior precisão.

Refugiados sudaneses em Adré, Chade, Julho de 2024©OMS / Nicolò Filippo Rosso

Em segundo lugar, a integração nas plataformas de CSP: incorporar programas verticais dentro de acordos partilhados de prestação de serviços, aquisições e força de trabalho, fazendo com que uma única unidade de saúde, um profissional de saúde e uma consulta a um doente possam gerar mais valor.

WHO response to Ebola disease caused by Bundibugyo virus, Uganda, 25 June 2026 ©OMS/Natalie Ridgard

Em terceiro lugar, as medidas internas de financiamento: incluindo a legislação sobre fiscalidade na saúde, as reafectações orçamentais e a absorção de défices de financiamento externo específicos. A África do Sul, por exemplo, absorveu um défice substancial anual na sua resposta ao VIH, com recursos internos que já financiam cerca de três quartos do programa.

05Estar ao lado dos países: o que a OMS trouxe e o que os parceiros acrescentaram

Ao longo do ano, a OMS na Região Africana, incluindo o Escritório Regional e os seus 47 Escritórios de país, apoiaram os Estados-Membros para ultrapassarem estas pressões e, simultaneamente, reformulou a sua própria instituição para funcionar mais próximo das pessoas que serve. No dia 1 de Julho de 2025, o Dr. Mohamed Yakub Janabi assumiu as funções de Director Regional. Em Agosto de 2025, o Escritório Regional concluiu a mais extensa reformulação do seu modelo operacional em duas décadas, consolidando os grupos orgânicos técnicos de seis para quatro, reduzindo os cargos de direcção de nove para seis e os cargos de chefia de equipa de 49 para 33 e reduzindo a força de trabalho em cerca de um quarto, de mais de 2500 para menos de dois mil funcionários, face a uma quebra de 29 milhões de dólares em financiamento flexível. Em Janeiro de 2026, todos os 47 Escritórios de país tinham transitado para o novo modelo de Escritório central de país, estando agora colocados ao nível dos países aproximadamente três quartos do quadro de pessoal da Região. Para além da sua reforma interna, o apoio da OMS foi prestado através de quatro canais: liderança técnica e orientação normativa para os programas de controlo de doenças e a SRMNIA (como indicado nos Capítulos 2 e 4); detecção e resposta a emergências, incluindo os sistemas de dados e vigilância que reforçaram a detecção e resposta a surtos em sete dias (Capítulo 3); apoio às reformas de financiamento e gestão dos países, que vão desde a legislação fiscal em matéria de saúde até à gestão das finanças públicas (Capítulos 5 e 6); e coordenação e negociação de apoio que fez avançar as prioridades da Região no âmbito da arquitectura sanitária mundial (Capítulo 7). O quadro estratégico da OMS, Uma nova era de saúde para a África: uma acção unida para a visão 2035, foi publicado em 19 de Setembro de 2025 e é objecto de um exame aprofundado no capítulo final.

Os parceiros deram igualmente contributos decisivos, aqui reconhecidos e descritos em maior pormenor nos capítulos seguintes: a União Africana e os CDC de África através da estratégia continental, da nova ordem de saúde pública e da produção local; a GAVI, o Fundo Mundial, o Banco Mundial e outros parceiros de financiamento através do apoio à vacinação, ao VIH, à tuberculose, ao paludismo e ao reforço dos sistemas, com ênfase crescente na apropriação e integração pelos países; as agências das Nações Unidas através de intervenções humanitárias de saúde, ao deslocamento e à nutrição; e as instituições de investigação, a sociedade civil e as comunidades pela entrega e responsabilização.

06O que representa este relatório e porque cada um dos seus capítulos é relevante

Este é o relatório de referência do Director Regional, que retrata de que maneira as forças políticas, sociais, económicas e ambientais moldaram os resultados sanitários em toda a Região Africana entre 1 de Julho de 2025 e 30 de Junho de 2026. Documenta a forma como os Estados-Membros responderam a estas pressões, os progressos alcançados colectivamente pela Região e os contributos específicos proporcionados pela OMS para apoiar esses esforços. O relatório estrutura-se em torno da missão do Décimo Quarto Programa Geral de Trabalho (PGT 14) com vista a promover, fornecer e proteger a saúde, e em torno do tema da septuagésima sexta sessão do Comité Regional: produzir resultados, impulsionar a reforma e garantir o futuro da saúde em África. Cada capítulo liga-se às forças delineadas nesta secção.

O Capítulo 2 examina a prestação de serviços essenciais e os progressos em prol da saúde e do bem-estar universais. Mostra como a Região manteve os cuidados e a cobertura protegida perpassando o abalo financeiro e que serviu para testar directamente as capacidades de acesso e de procura.

O Capítulo 3 examina a forma como a Região protege as populações de emergências de saúde. Apresenta a resposta operacional a um ambiente caracterizado por emergências e demonstra as capacidades de resiliência consideradas mais acima.

O Capítulo 4 examina a forma como a Região promoveu a saúde, abordando os determinantes sociais, comerciais e ambientais que moldam os resultados na saúde. Reflecte a resposta do sector da saúde às forças sociais e ambientais.

07Referências do Capítulo 1 (25)
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