Perguntas e respostas sobre as vacinas contra a doença por coronavírus (COVID-19) Escritório Regional da OMS para a África
30 de Março de 2021 - Esta página será actualizada regularmente.
As vacinas contra a COVID-19 protegem contra formas graves da doença e reduzem o risco de morte causado pelo vírus ao ajudar o corpo a desenvolver defesas imunitárias. Podem também ajudar a reduzir a propagação do vírus entre as pessoas; portanto, se uma pessoa optar por ser vacinada, poderá salvar muito mais vidas.
As vacinas contra a COVID-19 são uma ferramenta essencial para acabar com a pandemia e permitir às sociedades regressarem à normalidade. As campanhas de vacinação em massa deverão também ajudar a reduzir a pressão exercida nos profissionais de saúde e nos hospitais, permitindo-lhes tratar os pacientes que têm outros problemas de saúde.
A OMS recomenda-lhe que receba uma vacina contra a COVID-19 logo que esta lhe for disponibilizada.
Sim. Foram tomadas medidas de protecção rigorosas para garantir a segurança de todas as vacinas contra a COVID-19.
Antes de serem autorizadas pela OMS e pelas agências reguladoras nacionais, as vacinas contra a COVID-19 são submetidas a testes rigorosos em ensaios clínicos, para comprovar que cumprem as normas internacionais de segurança e de eficácia.
As vacinas da Oxford-AstraZeneca, Pfizer-BionTech e Johnson & Johnson foram aprovadas pela OMS. Estas vacinas foram submetidas a ensaios e testes, e foi comprovado que são seguras. Foram administradas centenas de milhões de doses em todo o mundo, e milhões de pessoas em África já foram vacinadas contra a COVID-19 em total segurança.
Tal como acontece com todas as vacinas, a OMS e as autoridades reguladoras controlam continuamente a sua utilização, para confirmar que continuam a ser seguras para todos aqueles que as recebem.
Podem ser encontradas mais informações sobre a segurança das vacinas contra a COVID-19 aqui.
Como qualquer vacina, as vacinas contra a COVID-19 podem causar efeitos secundários, embora muitas pessoas não os apresentem.
A grande maioria dos efeitos secundários são leves e de curta duração. Podem incluir dor na zona da injecção, cansaço, febre, calafrios, náuseas ou dores de cabeça. As ocorrências graves após a vacinação são extremamente raras.
Para as vacinas contra a COVID-19 que requerem duas injecções, os efeitos secundários da segunda injecção podem ser mais fortes do que depois da primeira. Isto mostra que o seu corpo está a desenvolver defesas imunitárias. No entanto, os efeitos deverão desaparecer no espaço de poucos dias. Se os efeitos secundários piorarem ou não desaparecerem após alguns dias, contacte o seu prestador de cuidados de saúde.
Está provado que as vacinas contra a COVID-19 reduzem significativamente o risco de desenvolver uma forma grave da doença e de morte causada pelo vírus.
Sim. Os dados dos ensaios clínicos e os dados mais recentes recolhidos no quadro da sua utilização em situação real mostram que as vacinas contra a COVID-19 cuja utilização tenha sido autorizada são altamente eficazes na protecção contra formas graves da COVID-19 e a morte causada pelo vírus.
Garantir a segurança e a qualidade de todas as vacinas é uma das maiores prioridades da OMS. A Organização trabalha em estreita colaboração com as autoridades nacionais para garantir que são desenvolvidos e implementados normas e padrões mundiais para avaliar a qualidade, a segurança e a eficácia das vacinas.
A OMS recomenda que as pessoas que correm um maior risco de desenvolver uma forma grave da doença, de falecer ou de contrair a COVID-19 sejam vacinadas primeiro.
Trata-se nomeadamente dos profissionais de saúde na linha da frente (especialmente os que prestam cuidados aos doentes com COVID-19), dos idosos e das pessoas que já têm outras doenças ou problemas de saúde como a hipertensão, a diabetes, uma doença cardiovascular, o VIH ou um cancro.
As vacinas contra a COVID-19 salvam vidas. Quando for chamado, seja vacinado.
O corpo desenvolve uma imunidade geralmente algumas semanas após a vacinação, pelo que é possível que possa ser infectado imediatamente antes ou logo após a vacinação, e depois adoecer, porque a vacina não teve tempo suficiente para reforçar as suas defesas imunitárias.
Todos devem continuar a cumprir as medidas de segurança cuja eficácia já foi comprovada, como a limpeza/lavagem regular das mãos, a utilização de máscaras e a prática do distanciamento social, a fim de reduzir a transmissão do vírus.
As vacinas contra a COVID-19 são eficazes na prevenção de formas graves da doença e da morte. No entanto, como estas vacinas só foram desenvolvidas nos últimos meses é ainda demasiado cedo para saber a duração exacta da protecção que conferem.
A investigação em curso está a tentar responder a essa pergunta. Contudo, os dados disponíveis sugerem que a maioria das pessoas que recupera da COVID-19 desenvolve defesas imunitárias que protegem contra uma reinfecção durante algum tempo, o que constitui por si um facto encorajador. No entanto, ainda estamos a tentar descobrir qual o grau e duração desta protecção.
Verifique junto das autoridades de saúde do seu país ou consulte um médico para saber:
- se a vacina já está disponível para si;
- quando vai chegar a sua vez de a receber;
- onde e como receber a vacina contra a COVID-19; e
- se se deve registar para a receber.
Não é aconselhável tomar medicamentos de venda livre, como ibuprofeno, anti-histamínicos, etc., mesmo antes de ser vacinado.
No dia da sua vacinação, certifique-se de que dispõe de tempo suficiente para completar todas as etapas necessárias, incluindo o período de tempo (pelo menos 20 minutos) durante o qual ser monitorizado no local após ter sido vacinado.
Depois da vacinação, o seu corpo necessita de tempo para reforçar as defesas imunitárias. As vacinas contra a COVID-19 que requerem duas doses podem não o proteger totalmente até cerca de duas semanas após a administração da segunda dose. Depois de ter sido vacinado com uma vacina contra a COVID-19 de injecção única, o seu corpo demora cerca de duas semanas a criar imunidade.
Se sentir efeitos secundários da vacina, aplique um pano limpo, fresco e húmido no local onde recebeu a vacina para reduzir a dor e o desconforto causados. Também pode usar o braço ou exercitá-lo Para reduzir qualquer desconforto causado pela febre, beba muitos líquidos e use roupa ligeira.
Para as vacinas contra a COVID-19 que requerem duas injecções, os efeitos secundários da segunda injecção podem ser mais fortes do que depois da primeira. Isto mostra que o seu corpo está a desenvolver defesas imunitárias. No entanto, os efeitos deverão desaparecer no espaço de poucos dias. Se os efeitos secundários piorarem ou não desaparecerem após alguns dias, contacte o seu prestador de cuidados de saúde. As ocorrências graves após a vacinação são extremamente raras.
Mesmo depois de ter sido totalmente vacinado contra a COVID-19, deve continuar a tomar precauções em locais públicos: usar uma máscara, manter uma distância de, pelo menos, dois metros dos outros, evitar multidões e espaços mal ventilados, e lavar frequentemente as mãos.
Sim. É claro que isso dependerá das vacinas que o seu país receber, mas à medida que mais vacinas forem aprovadas, os países terão uma maior escolha de vacinas seguras e eficazes contra a COVID-19.
O mecanismo COVAX – que é uma iniciativa mundial destinada a garantir o acesso equitativo às vacinas contra a COVID-19 para até 20% das populações dos países africanos – garante apenas a distribuição de vacinas que tenham sido incluídas na lista de utilização de emergência da OMS (EUL).
A EUL é o método de referência da OMS para confirmar a qualidade, a segurança e a eficácia das vacinas utilizadas numa emergência de saúde pública. Também permite aos países acelerar a aprovação das vacinas pelas autoridades reguladoras e importá-las.
Até agora, foram incluídas três vacinas contra a COVID-19 na EUL: as vacinas da Pfizer, da AstraZeneca e da Johnson & Johnson, que estão disponíveis através do mecanismo COVAX e que podem ser adquiridas pelos países africanos.
Outras vacinas estão a ser avaliadas para inclusão na EUL, incluindo as vacinas da Novavax, da Moderna, da Sinopharm e da Sinovac.
À medida que mais vacinas forem aprovadas, os países terão uma maior escolha de vacinas seguras e eficazes contra a COVID-19.
Cientistas do mundo inteiro estão a desenvolver diversas vacinas potenciais contra a COVID-19. Estas vacinas são todas concebidas para ensinar o sistema imunitário do corpo a reconhecer e a bloquear com segurança o vírus que causa a COVID-19.
Estão em desenvolvimento vários tipos diferentes de vacinas potenciais contra a COVID-19, nomeadamente:
- Vacinas com vírus inactivado ou enfraquecido, que utilizam uma forma do vírus que foi inactivada ou enfraquecida para não causar a doença, mas que ainda assim gera uma resposta imunitária.
- Vacinas baseadas em proteínas, que utilizam fragmentos inofensivos de proteínas ou de revestimento de proteínas, que imitam o vírus causador da COVID-19 para gerar uma resposta imunológica segura.
- Vacinas de vector viral, que utilizam um vírus seguro que não pode causar a doença, mas que serve como plataforma para produzir proteínas do coronavírus e gerar uma resposta imunitária.
- Vacinas de ARN e ADN, uma técnica de ponta que utiliza ARN ou ADN geneticamente modificado para gerar uma proteína que, por sua vez, provoca com segurança uma resposta imunitária.
Se desejar mais informações sobre todas as vacinas contra a COVID-19 em desenvolvimento, pode consultar esta publicação da OMS, que é actualizada regularmente.
Sim. O Senegal, a África do Sul, o Egipto, a Tunísia e Marrocos são os únicos países com alguma capacidade de fabrico de vacinas.
Para que mais países africanos possam desenvolver estas capacidades, é necessária uma maior cooperação internacional e uma maior partilha de conhecimentos.
Se houver flexibilidade em torno da transferência de tecnologias e uma renúncia aos direitos de propriedade intelectual durante a pandemia, os investimentos nos países africanos poderiam começar por se concentrarem no enchimento e acondicionamento das vacinas contra a COVID-19. Os investimentos adicionais realizados depois desta fase poderiam permitir reforçar as capacidades mais complexas em matéria de fabrico, bem como de investigação e desenvolvimento.
Poderá encontrar aqui mais informações sobre a capacidade de fabrico de vacinas em África.
O desenvolvimento de vacinas e a realização de ensaios clínicos são uma prioridade fundamental da investigação sobre a COVID-19 em África. Os ensaios clínicos voluntários das vacinas contra a COVID-19 estão a decorrer neste momento no Quénia e na África do Sul. O facto de testar as vacinas em África permite a gerar dados sobre a segurança e eficácia de vacinas promissoras para a população africana.
Estas não são as primeiras vacinas testadas em África. Por exemplo, a vacina conjugada contra a meningite A e a vacina contra a doença por vírus Ébola foram testadas no continente antes da sua implementação.
Todos os ensaios clínicos para as vacinas contra a COVID-19 são realizados de forma voluntária. Centenas de milhares de pessoas participaram em ensaios clínicos no mundo inteiro, o que permitiu obter dados cruciais para garantir que as vacinas contra a COVID-19 são eficazes.
Os ensaios clínicos das vacinas contra a COVID-19 não foram apressados.
Dada a necessidade urgente de dispor de vacinas contra a COVID-19, a forma como as vacinas são desenvolvidas alterou-se graças a um investimento e a uma colaboração científica sem precedentes. Algumas etapas do processo de investigação e de desenvolvimento das vacinas contra a COVID-19 tiveram lugar em paralelo, sem deixar de respeitar as rigorosas normas clínicas e de segurança em vigor. Por exemplo, alguns ensaios clínicos estão a avaliar várias vacinas ao mesmo tempo, mas isto não torna os estudos menos rigorosos do que o normal.
Pode obter mais informações junto do seu Ministério da Saúde, de outras autoridades de saúde oficiais do seu país ou do seu médico.

