Angola reforça atenção à Saúde Mental no Local de Trabalho

Luanda, 18 de Outubro de 2017 – O Ministério da Saúde de Angola anunciou que vai desenvolver um plano de sensibilização e informação sobre as causas, modos de prevenção e tratamento dos problemas de saúde mental no local de trabalho, com carácter multissectorial.

 

A revelação foi feita no encerramento de uma conferência de dois dias sobre a Saúde Mental no local de trabalho que marcou o ponto mais alto das celebrações do 25º aniversário do Dia Mundial da Saúde Mental, em Angola.

 

O evento decorreu no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, em Luanda, na presença de 341 participantes e 15 oradores, e a participação de vários parceiros, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

O tema Saúde Mental do Local de Trabalho foi escolhido pela OMS como forma de apoiar os países a superar as barreiras colocadas na prevenção e tratamento das doenças deste fórum, como a falta de informação, a ausência de diálogo, o estigma e as questões culturais.

 

Como refere a directora regional da OMS para África, Drª Matsihidiso Moeti, «muitas pessoas não procuram ajuda por falta de informação e estigma», e, apesar das leis sobre a igualdade de oportunidades no trabalho para portadores de deficiência, a doença mental encontra-se associada aos mais desfavorecidos em termos de taxas de emprego. A OMS considera ainda que a aceitação social das pessoas com doença mental não melhorou muito nos últimos 20 anos.

 

Para o Ministério da Saúde, promover a saúde mental no local de trabalho é também um meio para a edificação de uma sociedade saudável. Numa mensagem enviada aos participantes da conferência de Luanda e lida pelo director dos recursos humanos do MINSA, a recém-nomeada ministra da Saúde, Drª Sílvia Lutucuta, recordou que está a ser criada, desde 2014, uma rede integrada de serviços de saúde mental a nivel dos cuidados primários, com o objetivo de melhorar o atendimento aos pacientes.«Estamos empenhados em consolidar e expandir estas acções a nível nacional», disse.

 

A Drª Sílvia Lutucuta realçou ainda a necessidade de todos os actores, incluindo profissionais de saúde, académicos, educadores, investigadores, empregadores públicos e privados e comunidades, «trabalharem juntos para melhorar a saúde em todos os seus aspectos. A dignidade da saúde mental, acrescentou ela, exige que todos os membros da sociedade trabalhem juntos, sem tabus, sem preconceitos e sem estigmas».

 

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