Visão geral

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A Região Africana é a mais afectada pelo paludismo, sendo responsável por cerca de 86% dos 247 milhões de episódios estimados de paludismo a nível mundial, em 2006, e 91 % dos óbitos por paludismo no mesmo ano. Os custos económicos directos e indirectos do paludismo são ainda elevados na África Subsariana. Embora exista um acordo geral sobre as intervenções com boa relação custo-eficácia para a prevenção e controlo do paludismo, a maioria dos países está a implementar intervenções avulsas, pontuais ou múltiplas, sendo necessário reforçá-las, para se obter um verdadeiro impacto.

Devido aos frágeis sistemas de saúde, caracterizados pela falta de recursos humanos adequados, pelas más infraestruturas, sistemas ineficazes de gestão das compras e abastecimento de medicamentos e outros produtos, limitado acesso ao diagnóstico parasitológico e baixa capacidade comunitária de prestação de serviços, muitos países não conseguem implementar um pacote abrangente de intervenções. Os fracos sistemas de informação sanitária e de monitorização e avaliação também dificultam a notificação sobre o desempenho e o impacto do programa. No entanto, em alguns países que melhoraram um pacote abrangente de intervenções para a prevenção e controlo do paludismo, tem havido uma redução substancial da morbilidade e mortalidade devidas à doença.

As maiores oportunidades agora existentes de financiamento do controlo do paludismo, a nível nacional, oferecidas pelo Fundo Mundial de Luta conta a SIDA, Tuberculose e Paludismo (GFATM), o Programa do Banco Mundial para o Reforço da Luta contra o Paludismo, a Iniciativa do Presidente dos Estados Unidos para o Paludismo (PMI) e outras deverão ser usadas para reforçar a luta contra a doença na Região Africana.


Director do Programa

DrKizerboMalariaDr Georges Alfred Ki-Zerbo
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