O Escritório Regional da OMS para a África congratulou-se com o anúncio de que os ensaios clínicos da vacina candidata contra o paludismo mostram resultados promissores, ao fornecerem protecção contra o paludismo clínico em crianças.
Os resultados foram anunciados no Fórum do Paludismo, organizado pela Fundação Bill e Melinda Gates, em Seattle, nos EUA.
Entre Maio de 2009 e Janeiro de 2011, 15460 crianças de sete países africanos - Burkina Faso, Gabão, Gana, Quénia, Malawi, Moçambique e Tanzânia - participaram nos ensaios clínicos. Os ensaios revelaram que a administração da vacina candidata contra o paludismo, chamada RTS.S, é capaz de evitar que cerca de 50 a 56% das crianças desenvolvessem paludismo clínico. A incidência do paludismo grave foi reduzido em cerca de 35% nas crianças vacinadas. Os ensaios clínicos da vacina candidata RTS,S estão em curso e a sua conclusão está prevista para 2014.
“Os resultados preliminares destes ensaios clínicos em curso constituem um marco histórico nos esforços de investigação no combate ao paludismo a nível mundial e em África em particular. Aguardamos com expectativa o produto final e esperamos que possa ter uma boa relação custo/eficácia. Saudamos a parceria entre a GlaxoSmithKline (GSK), a Iniciativa PATH da Vacina contra o Paludismo; a Fundação Bill e Melinda Gates e felicitamos também as equipas de investigação que trabalham nas diferentes localizações nos países envolvidos” referiu o Dr. Luis Sambo, Director Regional da OMS para África.
Através do Grupo Conjunto de Peritos Técnicos (JTEG), a OMS irá analisar os dados dos ensaios clínicos da RTS,S e de outros ensaios clínicos de vacinas contra o paludismo.
Todos os anos, ocorrem 250 milhões de casos de paludismo no mundo, dos quais resultam 781 000 mortes. A África Subsariana é a região mais afectada, com 86% dos casos e 90% das mortes, a maioria das quais em crianças. A mortalidade tende a ser mais alta nas pessoas que vivem com o VIH. O paludismo contribui ainda para o aumento da mortalidade em mulheres grávidas.
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