Dr. Luis Sambo aponta intervenções chaves para melhorar o acesso universal à prevenção, tratamento e cuidados do VIH/Sida em África

Luanda, 30 de Setembro de 2011 -- O Director Regional da OMS para África, Dr. Luis Sambo, destacou terça-feira em Luanda importantes avanços na batalha contra o VIH/SIDA e encorajou os países da Região africana a implementar um pacote de intervenções chaves para a melhoria do acesso universal à prevenção, ao tratamento e cuidados do VIH/SIDA, incluindo a luta combinada contra a co-infecção com a tuberculose.

O Dr. Luis Gomes Sambo está em Luanda como convidado de honra ao II Seminário do Sub-comité militar da SADC para o VIH/SIDA que decorreu em Luanda de 27 a 29 de Setembro de 2001. A sessão de abertura do evento foi presidida pelo Ministro angolano da Defesa e contou com a presença de membros do governo angolano, representantes dos países membros da SADC, diplomatas acreditados em Luanda, ONGs e Agências das Nações Unidas.

Luanda, 30 de Setembro de 2011 -- O Director Regional da OMS para África, Dr. Luis Sambo, destacou terça-feira em Luanda importantes avanços na batalha contra o VIH/SIDA e encorajou os países da Região africana a implementar um pacote de intervenções chaves para a melhoria do acesso universal à prevenção, ao tratamento e cuidados do VIH/SIDA, incluindo a luta combinada contra a co-infecção com a tuberculose.

O Dr. Luis Gomes Sambo está em Luanda como convidado de honra ao II Seminário do Sub-comité militar da SADC para o VIH/SIDA que decorreu em Luanda de 27 a 29 de Setembro de 2001. A sessão de abertura do evento foi presidida pelo Ministro angolano da Defesa e contou com a presença de membros do governo angolano, representantes dos países membros da SADC, diplomatas acreditados em Luanda, ONGs e Agências das Nações Unidas.

Na sua intervenção, o Director Regional da OMS para África chamou à atenção para a distribuição desproporcional dos casos de VIH/SIDA no mundo, observando que das 33 milhões de pessoas mundialmente infectadas com esse vírus, 22 milhões vivem na África subsariana (67% da infecção) enquanto que a África Austral é a região mais atingida com uma prevalência que varia entre os 2,8% e os 39%.

O Dr. Sambo mencionou que os esforços feitos até à data têm resultado numa diminuição em cerca de 25% no número de novos casos de VIH em 22 países africanos, tendo felicitado os estados africanos e os parceiros internacionais pelo empenho político, apoio técnico e investimentos financeiros.

«Todos os países da Região africana fizeram progressos importantes em matéria de tratamento anti-retroviral, na prevenção do VIH e na melhoria dos cuidados aos doentes com SIDA», disse ele quando sublinhava que o maior desafio de hoje consiste em assegurar o tratamento a mais de dois terços de pessoas que ainda não têm acesso aos anti-retrovirais, enquanto se garante que os que estão em tratamento não abandonem o mesmo sob o perigo de se criarem resistências aos ARV. «Em finais de 2009, mais de 3,9 milhões de pessoas vivendo com o VIH recebiam tratamento anti-retroviral na Região africana o que correspondia a uma cobertura de cerca de 37%, comparativamente a apenas 800 mil em 2005», e apelou aos lideres africanos para reforçarem as intervenções de modo a garantir-se o acesso universal aos anti-retrovirais pelos doentes de SIDA.

Insistindo várias vezes na prevenção do VIH e tratamento da SIDA, como parte dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, o Dr. Luis Sambo exortou os países da SADC a desenvolverem seis intervenções chaves para se concretizar o acesso universal à prevenção desta pandemia do século, nomeadamente: garantir a informação para o público; expandir a testagem voluntária e o aconselhamento; promover a prevenção primária e intensificar as actividades de prevenção da transmissão vertical, assim como a circuncisão masculina como parte do pacote de intervenções para a prevenção e garantir a implementação da estratégia de luta combinada contra a co-infecção VIH/SIDA e a tuberculose.

A luta contra o paludismo, a cólera, as febres hemorrágicas e o controlo das doenças crónicas não transmissíveis mereceram também destaque na intervenção do Director Regional da OMS para África. O Dr. Luis Sambo considerou que é de grande importância para as Forças Armadas da Região da SADC desenvolverem estratégias e programas para a prevenção dos factores de riscos associados a estas doenças tendo em conta o quadro epidemiológico de cada país.

Dr. Luis Sambo, Director Regional da OMS para África, Dr. Camara Bilali UNAIDS Representante - Angola eo Dr. Rui Vaz Representante da OMS - Angola

 

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